sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Semana do Filme Nacional





De 20 a 26 de novembro o público poderá assistir obras brasileiras a preços promocionais

A Agência Nacional do Cinema, autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, e a Federação Nacional das Empresas Exibidoras de Cinema (FENEEC) lançam entre os dias 20 e 26 de novembro a segunda edição da campanha Semana do Filme Nacional. Neste período, as salas de cinema de todo o país são convidadas a apresentarem filmes nacionais a preços promocionais de R$ 6,00 a inteira e R$ 3,00 a meia.

Com o propósito de aumentar a visibilidade da produção nacional e estimular o acesso do público ao cinema, a campanha obteve a adesão de mais de 300 salas de cinema, em 2008, na primeira vez que foi realizada, contando com apresentação de 30 títulos brasileiros.
Exibidores interessados em participar desta promoção têm até às 12h do dia 17 de novembro para firmarem o Termo de Adesão com a Ancine/MinC e o encaminharem pelo e-mail semanadofilmenacional@ancine.gov.br.

O diretor-presidente da Ancine/MinC, Manoel Rangel, em nota divulgada no site da Agência, destacou a importância da articulação entre os exibidores e distribuidores de cinema para o bom êxito da campanha e esclareceu que além dos lançamentos podem ser exibidos filmes que já estão em cartaz ou mesmo que tenham sido apresentados durante o ano.
Ainda sobre a participação dos exibidores, comentou que a realização de mostras do cinema nacional ou ações paralelas, que atraiam o interesse do público e da mídia, também são bem-vindas para integrarem a programação da campanha.

As empresas que participarem assumem o compromisso de enviarem à Ancine/MinC informações sobre a totalização do público presente, detalhando o título das obras apresentadas e o total da audiência em cada uma delas.

Informações sobre a lista das salas de cinema que aderirem à campanha podem ser encontradas no portal da Ancine, no hot site da Semana do Cinema Nacional. A realização será divulgada nos canais de TV aberta e por assinatura, durante todo o mês de novembro. A Ancine também disponibilizará cartazes e filmes promocionais para veiculação nas salas de cinema, além de spots para rádio e Internet.


(Texto: Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)(Fonte: Site da Ancine/MinC)

Enem: Professores podem se inscrever como corretores das redações

Se você tem curso superior em letras-língua portuguesa e pelo menos dois anos de experiência como professor, poderá se tornar um corretor de redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) recebe inscrições até as 23h59 do próximo domingo, 15 de novembro, para formação de um cadastro nacional de corretores de redação para a prova. Não poderá se inscrever aquele que tiver cônjuge, filho, dependente legal ou qualquer outro parente de primeiro grau inscrito no Enem 2009. A seleção será feita pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade de Brasília (UnB), com base nos dados fornecidos.
Após a seleção preliminar, os inscritos deverão encaminhar cópias de documentos comprobatórios, como diploma reconhecido pelo MEC e comprovante de regência emitido pela instituição de ensino em que leciona ou lecionou.A intenção do Inep, órgão responsável pelo Enem, é ter um banco unificado de corretores de redação com cinco mil professores cadastrados. Esses corretores passarão por treinamento que será feito pelo Cespe. Já estão marcados treinamentos em Brasília (dia 8 de dezembro), Rio de Janeiro (10 de dezembro) e Fortaleza (11 de dezembro).O sistema de corretores está estruturado com um coordenador nacional e 180 supervisores.
A cada supervisor estarão vinculados 28 corretores. Esse banco possibilitará agilidade na correção da redação do Enem.Como é feita a correção – Todas as redações são levadas para Brasília, onde são escaneadas com um código para posterior identificação, já que o cabeçalho, com a identificação do aluno, não é escaneado. Cada supervisor recebe, via internet, determinado número de redações, e as repassa para seus corretores.Cada redação é repassada a dois corretores – nunca ligados ao mesmo supervisor. Após a correção, o sistema apura, automaticamente, aquelas que têm notas discrepantes. Essas redações são enviadas a um terceiro corretor – que não sabe as notas dadas anteriormente e não sabe também que está fazendo uma revisão. A nota final dessa redação será a dada pelo terceiro corretor. É considerada com nota discrepante aquela redação que, numa escala de 0 a 10, teve avaliação com diferença igual ou maior que 5 pontos.Para se inscrever – O interessado deve acessar a página eletrônica do Inep e preencher o cadastro e o questionário disponíveis.

Assessoria de Imprensa do Inep

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão atingiu várias partes do país; Itaipu diz que blecaute não começou na usina




Um apagão que ocorreu a partir das 22h13 da noite de ontem (10), atingiu pelo menos 10 estados e a região mais afetada foi a Sudeste. Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo ficaram totalmente sem luz.

A energia elétrica começou a voltar por volta das 3h30 e a situação só foi normalizada às 6h, quando a usina de Itaipu voltou a funcionar normalmente. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a explicar na noite de ontem, que Itaipu teria desligado por completo devido a uma linha de transmissão que teria caido e acabou derrubando outras.

Hoje (11), a Itaipu Binacional informou que o problema não se originou na usina e que o sistema Paraguaio também foi afetado por "efeito dominó". "A causa do blecaute não teve origem na usina de Itaipu. A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó", diz a nota.

Rodízio na capital
Apesar de a situação já ter se normalizado a CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) determinou a suspensão do rodízio, na capital paulista, apenas durante o período da manhã. Nesse horário ficam liberados, assim, a circulação das placas finais 5 e 6.

Mesmo assim, a companhia informou que todos os serviços estão normalizados. As linhas do metrô também funcionam normalmente, há no entanto atrasos em algumas delas.


Confira a nota mais recente divulgada hoje por Itaipu (7h40)

11/11/2009
Itaipu volta a operar em condições normais

A Itaipu Binacional informa que voltou a operar em condições de normalidade na manhã desta quarta-feira (11), a partir das 6 horas, horário brasileiro.

Neste momento, 18 unidades geradoras estão em funcionamento: 9 unidades geradoras de 60 Hz e 9 unidades geradoras de 50 Hz.

A produção total é de 10.450 MW. Destes, 9.800 MW são destinados para atender o sistema integrado brasileiro e 650 MW para atender o Paraguai.

A totalidade da produção das máquinas de 60 Hz – de 5.300 MW – abastece o Sistema de Transmissão de Furnas. E do total de produção das máquinas de 50 Hz, 4.500 MW atendem o Sistema de Transmissão de Furnas e 650 MW vão para o Sistema de Transmissão da Ande – Administración Nacional de Eletricidad, do Paraguai.

Uma unidade geradora de 60 Hz está em manutenção programada e outra de 50 Hz em “stand by”.

Itaipu ainda não tem informações sobre o que teria provocado o blecaute. A empresa vai colaborar na investigação das suas causas.


Veja nota em que Itaipu diz que problema não se originou na usina


Causa do blecaute não teve origem em Itaipu

Às 22h13 do dia 11 de novembro de 2009 uma pane no sistema elétrico interligado brasileiro provocou um blecaute em vários estados da região Sudeste e Centro-Oeste.

Por efeito dominó, inclusive o sistema paraguaio teve o fornecimento de energia interrompido.

A causa do blecaute não teve origem na usina de Itaipu. A hipótese mais provável é que tenha havido algum acidente que afetou um ou mais pontos do sistema de transmissão, inclusive o de Furnas, responsável por levar a energia de Itaipu para o Sul e Sudeste, acidente este que provocou outros, fenômeno que se costuma chamar de efeito dominó.

Imediatamente após o blecaute, a usina de Itaipu estava com suas máquinas ligadas, girando no vazio, porém, sem possibilidade de transmitir energia, pois as linhas de transmissão que conectam Itaipu ao sistema brasileiro estavam desligadas.

Em 15 minutos, o sistema paraguaio já estava sendo suprido por Itaipu, o que reforça o fato de que a causa do defeito foi externa à usina.

Itaipu, à 1h do dia 11 de novembro de 2009, aguarda o restabelecimento do sistema interligado para dar início ao fornecimento de energia.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Arrastão de limpeza contra dengue acontece neste sábado




Tem início neste sábado o “Arrastão da Dengue”. A campanha é uma realização da Secretaria de Saúde e da Secretaria de transportes e Serviços Municipais e Serviços.


O arrastão será realizado nos sábados, dias 14 e 21 de novembro e acontecerá respectivamente nos bairros Povo Feliz, São Pedro e COHAB. A Secretaria de Saúde participará com as Autoridades Sanitárias e técnicos dos Departamentos de Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica, além dos Agentes de Combate a Endemias e das Agentes Comunitárias de Saúde e, por sua vez, a Secretaria de Transportes e Serviços disponibilizará caminhões e funcionários para a retirada de lixo e outros materiais inservíveis. A ação será realizada sempre no período da manhã.


A realização de arrastão de limpeza com a participação da sociedade é uma estratégia de controle que tem apresentado grande impacto na diminuição da oferta de criadouros domiciliares do mosquito.É fundamental um esforço de toda a sociedade para minimizar as condições que favorecem o aumento da infestação dos mosquitos. A expectativa da secretaria de saúde é criar ações preventivas para impedir que a Dengue se instale e faça vítimas no próximo verão.Para maior divulgação da campanha a secretaria de planejamento e comunicação elaborou um panfleto explicativo com dicas de combate ao mosquito.




AI Prefeitura de Tietê

Campo Municipal “Jair Forti” é aberto para caminhadas à noite

Com o objetivo de estimular o bem estar, a integração social e a prática de exercícios físicos como forma de prevenção e manutenção da saúde, a Prefeitura de Rafard por meio da Diretoria de Esportes, tem mantido aberto o Campo Esportivo “Jair Forti”, para caminhadas. Para facilitar a melhor utilização do tempo livre, melhorando a qualidade de vida de toda a comunidade, a Diretoria fez com que as atividades que integram a programação semanal do campo, fossem incorporadas ao período das 17h às 21h, para as caminhadas.

“A iniciativa reflete a preocupação com o lazer do cidadão por parte da Administração Municipal 2009/2012”, explicou a diretora de Esportes, Celma Regina da Silva. De acordo com a diretora, a ação é importante, pois oferece oportunidades para que a população possa estar sempre praticando uma atividade física. “Além de reunir a família, também poderão manter a qualidade de vida”, disse Celma. Para a visualização do local, a Prefeitura realizou a reforma de bebedouros de água e providenciou a troca das luminárias.


AI Prefeitura de Rafard

Último dia de inscrições com desconto para vestibular da Unimep


Hoje (10) é o prazo final para fazer a inscrição com desconto para o Vestibular 2010 da Unimep. Ao todo, estão com inscrições abertas 57 opções entre bacharelados, licenciaturas e graduações tecnológicas disponíveis nas faculdades de Comunicação, Direito, Gestão e Negócios, Odontologia, Ciências Exatas e da Natureza, Ciências Humanas e Ciências da Saúde e Engenharia, Arquitetura e Urbanismo.

Em uma iniciativa inédita, a Unimep lançou 14 novos cursos nas áreas de humanidades, gestão de negócios, engenharia e comunicação. São eles, comércio exterior, design gráfico, fotografia, gestão desportiva e de lazer, gestão financeira, marketing, processos gerenciais, produção cultural, produção sucroalcooleira, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, letras – tradução e interpretação em inglês e relações públicas. A Unimep oferece cursos nos campi Taquaral e Centro, ambos em Piracicaba, Santa Bárbara d’Oeste e Lins de manhã, à tarde e à noite.


PROVA O Vestibular da Unimep 2010 será realizado no dia 29 de novembro, às 13h. As provas de habilidades específicas, apenas para os cursos de música e arquitetura e urbanismo, serão no dia 30 de novembro.

É possível consultar informações detalhadas sobre os cursos oferecidos, assim como consultar gabaritos de outras edições do Vestibular da Unimep e realizar uma visita virtual pelos campi no www.unimep.br/vestibular ANOTE – Inscrições: R$ 40 (até 10 de novembro, com desconto), R$ 60 (de 11 a 25 de novembro) e R$ 20 (convênios e treineiros). A utilização da nota do Enem (sem a realização do exame) é R$ 20. As inscrições podem ser feitas presencialmente ou via internet (www.unimep.br/vestibular) até 25/11. Informações: (19) 3124-1601.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unimep

O muro caiu! A esperança voltou!

Estevão C. de Rezende Martins (do site da UnB)
Há 20 anos, o Brasil encontrava-se ainda numa fase de acerto de contas com seu passado imediato, de restabelecimento das práticas democráticas. Em março de 1985 começou um período de transição democrática, até outubro de 1988, quando foi promulgada a nova Constituição federal. O reordenamento político do Brasil olhava com ansiedade para o calendário eleitoral, pois em 1989, após 29 anos de jejum político, a sociedade iria poder eleger, pelo voto direto, o presidente da República. O espaço público estava dominado mais pela teimosa crise econômica e pelas eleições do que pelos desdobramentos da recente Constituição ou do contexto internacional. Políticos, acadêmicos, jornalistas, comentaristas e empresários tinham sua atenção fixada nessa agenda interna.

A cena internacional parecia cristalizada no rema-rema tradicional da Guerra Fria. Os sinais de que o cenário internacional se modificava foram pouco ou mal percebidos: a queda de Alfredo Stroessner no Paraguai, a saída dos comunistas do governo húngaro, a volta de Solidarnosc à vida ativa na Polônia, a derrota soviética no Afeganistão, a primeira eleição direta para o Parlamento Europeu, as manifestações de rua na Alemanha Oriental...

Ao se difundirem as notícias internacionais da surpreendente evolução dos acontecimentos em Berlim, parte da opinião pública começou a interessar-se pela nova situação. Não tanto os dirigentes, mas os acadêmicos e os jornalistas de opinião. Os indicadores revelavam um caminho sem volta, por recuo da União Soviética. Glasnost e perestroika passaram a integrar o vocabulário dos comentaristas para designar o renascimento de uma esperança de se resolver os impasses.

Esses grupos esclarecidos, sem descurar da política interna, passaram a prestar mais atenção ao que ocorria nas ‘repúblicas populares’, embora ainda sem saber ao certo como entender o que se passava. Pressentia-se, indistintamente, um vento de ‘virada do tempo’, de mudança epocal, cuja percepção pairava, imprecisa, no ar. Uma expectativa indefinida, uma esperança informe, uma ansiedade latente.

Às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, uma verdadeira eclosão de surpresa e de alegria: o muro caiu! Em pleno horário nobre, por causa da diferença de fuso horário, a televisão brasileira mostrou a multidão de berlinenses que atravessavam para o lado ocidental da cidade.

Uma sensação de receio de que isso não durasse e que a repressão reproduzisse algo parecido com o que acontecera em Beijing meses antes ainda pairou por algumas horas. Quando se constatou que não houve intervenção, de que não se corria o risco de uma reviravolta, os comentários explodiram: ganhou a liberdade, a democracia tarda mas não falha, a reconstrução é possível, um mundo novo pode ser o nosso amanhã.

O paralelo com a onda de redemocratização pela qual passava o Brasil foi imediato. A circunstância das vivências políticas em Berlim e no Brasil foi logo trazida à baila. A renúncia de Jânio Quadro em agosto de 1961 mergulhara o país num turbilhão de confusões, conflitos e confrontações políticas e ideológicas. Não se elevou um muro físico, mas o processo político desencadeado nesse momento conduziu inexoravelmente aos muros simbólicos que se instalaram em abril de 1964 e que somente começaram a cair em março de 1985. As duas últimas etapas da remoção do ‘entulho autoritário’ na vida brasileira foram a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-88 e as eleições presidenciais de 1989.

Berlim, a Alemanha, o mundo, se livrava, em 1989, de um trauma maior iniciado em 1961, embora inserido numa lógica perversa de confrontação praticada desde 1945. Konrad Adenauer, chanceler alemão de 1949 a 1963, exclamara, ao promulgar a lei fundamental da Alemanha: esse é o dia mais feliz para os alemães, desde 1933. 9 de novembro de 1989 foi talvez o segundo dia mais feliz do século 20 para a Alemanha. O terceiro terá sido o dia 3 de outubro de 1990, quando os alemães separados pela linha da vergonha da fronteira intra-alemã afinal puderam reunir-se.
A sensação popular mais difundida no ambiente brasileiro, em novembro e dezembro de 1989, é de solidariedade e euforia, “somos todos berlinenses!” – algo inspirado pela exclamação de Kennedy, em 1961: “Ich bin ein Berliner!” – uma espécie de grito de alforria enfim alcançada. A satisfação pública e privada é generalizada. O mundo político e econômico saúda com entusiasmo o desmoronamento de um dos mais sofridos estigmas na história contemporânea.

A esperança teórica de quatro décadas subitamente se metamorfoseia numa esperança concreta, numa possibilidade real: a Alemanha poderá reencontrar-se, para se reinventar. A impressão que se tem é que a cura dessa chaga política e física no território alemão, europeu e internacional já chegava tarde, mesmo se de forma imprevista pelos políticos e pelos analistas. Junta-se a essa alegria uma outra: a mobilização sem precedentes na eleição presidencial brasileira. O país vivenciava, de outra forma, a superação de muros sociais e políticos que se haviam elevado entre os brasileiros desde 1964. Feliz coincidência, que se tenham esboroado tais obstáculos ao bom senso político, à prática social da democracia e à construção coletiva do bem estar.

A sequência dos acontecimentos a partir de 9 de novembro foi acompanhada com grande interesse. O caminho do reencontro alemão era visto como a via real para o reencontro do mundo. E da Europa, cuja redefinição era (e é) relevante tanto interna quanto internacionalmente. O Brasil percebeu rapidamente esse trunfo e abraçou com entusiasmo a causa alemã. Somente aos poucos se foi tomando consciência, entretanto, de que a tarefa para os alemães era ingente e custosa – tanto social quanto financeiramente. A atitude dos brasileiros permaneceu, porém, otimista e confiante: se os alemães conseguiram vencer tantos obstáculos desde 1945, hão também de superar os novos.

O ano de 1990 começou, assim, sob o signo de esperanças renovadas. De duras provações se tiraram belas lições. A opinião pública, regra geral, louvou a vitória da tolerância, da negociação, da paciência, da perseverança, da confiança. Pode-se dizer que esse aprendizado valeu tanto para o Brasil quanto para a Alemanha, desde então.

Queda do Muro de Berlim não acabou com as ideologias

Para professores, o fim da barreira que dividiu a Alemanha é o maior símbolo da democracia na segunda metade do século XX

João Campos- Da Secretaria de Comunicação da UnB


Esta segunda-feira, 9 de novembro, marca os 20 anos da queda do Muro de Berlim. O fim da barreira que por 28 anos dividiu a Alemanha em Ocidental (comandada pelos aliados que derrotaram o nazismo na Segunda Guerra, como os EUA) e Oriental (onde dirigentes da União Soviética buscavam implantar o comunismo) ainda hoje repercute nas questões políticas, econômicas e sociais do mundo. Especialistas da Universidade de Brasília afirmam que, apesar de a queda ser o maior símbolo da liberdade e da democracia na segunda metade do século XX, ela não representou o fim das ideologias.

A antropóloga Bárbara Freitag estudou em Berlim de 1961 - ano em que o muro foi erguido na calada da noite pelos soviéticos - a 1971. Durante o período, a professora aposentada da UnB viveu na pele a experiência de morar no país dividido por muro cercado por redes eletrificadas e vigiado por militares do Exército Vermelho e cães raivosos. “Era terrível ver pessoas cerceadas no seu direito de ir e vir, de se expressar. A rigidez autoritária do modelo soviético fazia com que nos sentíssemos em uma ilha”, lembrou ela, que nasceu em Berlim, onde morou na parte Ocidental.

Freitag lembra do alívio das pessoas ao cruzar os escombros do muro. “Havia uma insatisfação generalizada com a falta de liberdade, que levou as camadas populares a se rebelarem em nome da libertação”, contou ela, que chegou em Berlim cinco dias após a queda. Ela ressalta que a reunificação alemã representou a derrocada do socialismo mundial. “Berlim Oriental era o principal símbolo da resistência. Logo depois, a China comunista abriu suas relações comerciais ao capitalismo”, apontou. “A principal lição dessa história é que não adianta cercar o homem: ele vai se libertar”, completou.

ONGs - A professora do Instituto de Ciência Políticas (Ipol), Mariza Von Bulow, destaca a explosão no número de organizações sociais após a queda do muro. “O fim da Guerra Fria abriu as portas para o diálogo entre camadas que não tinham espaço para se expressar”, afirmou. “O espaço para colocar idéias em debate, fato impensável na parte Oriental de Berlim, por exemplo, representou o fortalecimento de grupos da sociedade civil nas lutas por seus direitos”, completou a especialista que, em 1989, ano da queda, acompanhou os debates sobre o tema como aluna de Relações Internacionais da UnB.

Mariza afirma que, apesar da prevalência do neoliberalismo sobre a política comunista, os embates ideológicos continuam mesmo duas décadas depois da queda do muro de 162 km de extensão. “Um mundo sem divergência seria ruim. A diferença é que os muros de hoje são saudáveis, pois permitem o trânsito tanto físico quanto de pensamento”, comentou ela. Para Bárbara Freitag, sobram motivos para comemorar o 9 de novembro. “Foi um símbolo mundial da ânsia e da conquista do homem pela liberdade”, disse ela, que acompanhou lento processo de reconstrução de Berlim.

Professor de Departamento de História, Estevão Martins traça um paralelo entre o período vivido pelos alemães de 1961 a 1989 e a ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985. “Assim como na Europa, também tivemos 'muros' sociais e políticos erguidos no Brasil. A queda de ambas as barreiras frente ao bom senso político, à prática da democracia e à construção coletiva do bem-estar foi uma feliz coincidência entre os países”, comentou ele, ressaltando a promulgação da Constituição Federal de 1988 e as primeiras eleições presidenciais após a ditadura.

Pesquisadores em jornalismo têm encontro nacional na ECA

A pesquisa em jornalismo em um mundo em transformação é o tema central do sétimo Encontro Nacional dos Pesquisadores em Jornalismo, que ocorre entre os dias 25 e 27 na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.
Organizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), o Encontro reúne especialistas de diferentes campos do conhecimento que têm o jornalismo como objeto de investigação, sendo o principal fórum de apresentação e debate sobre as produções desenvolvidas dentro do gênero nos programas de pós-graduação e nas universidades brasileiras.As inscrições podem ser feitas pelo site do Encontro até o dia 25. A ECA fica na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São PauloMais informações:
claudia.lago07@gmail.com
USP Online


IPVA 2010 tem queda de 9,3% em média, diz Secretaria de Estado da Fazenda



O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) ficará mais barato em São Paulo no ano que vem. A queda média será de 9,3%, mas carros e motos – que juntos representam cerca de 85% dos cerca de 13 milhões de veículos que pagam o tributo no Estado – terão redução ainda maior, de 12,2% e 9,8%, respectivamente. Os preços dos caminhões mostraram retração de 7,7%, os de utilitários ficaram 7,5% abaixo do apurado em 2008 e ônibus e microônibus apresentaram queda de 4,1%.

A tabela de valores venais de veículos, utilizada para cálculo do tributo, foi divulgada nesta terça-feira pela Secretaria da Fazenda. Os valores podem ser consultados a partir de quarta-feira no Diário Oficial ou no site da secretaria (www3.fazenda.sp.gov.br/ipvanet/). A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) realizou a apuração de valores de mercado levando em consideração o preço médio dos automóveis praticado no mercado no mês de setembro de 2009. Com base nestes dados, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo calcula o IPVA 2010.
A exemplo de anos anteriores, não houve alteração de alíquotas no imposto. Carros a gasolina recolherão 4% sobre o valor venal. Carros a álcool e gás pagam 3%; bicombustível recolhe 4%; picape cabine dupla 4%; utilitários (cabine simples), ônibus, microônibus, tratores e motocicletas pagam 2% sobre o valor venal; caminhões recolhem 1,5%. Os veículos com mais de 20 anos de fabricação estão isentos.

A Fazenda prevê arrecadar cerca de R$ 8,9 bilhões com o IPVA em 2010. Deste total, 50% são repassados para os municípios. Os recursos do imposto são investidos pelo governo estadual em obras de infraestrutura e melhoria na prestação de serviços públicos como os de saúde e educação. Dados preliminares do IPVA 2009 mostram que a Fazenda arrecadou até outubro deste ano R$ 8,1 bilhões. A projeção do Fisco é fechar dezembro com o total de R$ 8,8 bilhões.
Avisos

No mês de dezembro, cerca de 13 milhões de avisos de vencimento serão postados para os proprietários de veículos automotores terrestres registrados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo. O aviso é apenas um lembrete, não é boleto e nem guia de pagamento. Quem não receber o comunicado deve acessar o site da Secretaria da Fazenda (http://www.fazenda.sp.gov.br/) para verificar as informações a respeito do pagamento do seu IPVA 2010.

Os proprietários de veículos usados que efetuarem o pagamento do imposto em cota única no mês de janeiro de 2010 terão desconto de 3%. O IPVA também pode ser parcelado, sem desconto, observando as datas de vencimento em janeiro, fevereiro e março (veja tabela).
O pagamento do imposto poderá ser feito na rede bancária autorizada, nas casas lotéricas e nos correspondentes bancários. Poderá, também, ser recolhido por meio da internet, home/office banking, por telefone, débito agendado, auto-atendimento e no guichê de caixa. A relação dos bancos autorizados pode ser encontrada no endereço www3.fazenda.sp.gov.br.

A frota de veículos no Estado de São Paulo é de, aproximadamente, 17 milhões de carros. Destes, cerca de 13 milhões estão sujeitos ao recolhimento do IPVA, 3,75 milhões estão isentos por terem mais de 20 anos de fabricação e 150 mil são considerados isentos, imunes ou dispensados do pagamento (taxistas, pessoas com deficiência, igrejas, entidades sem fins lucrativos, veículos oficiais, veículos furtados ou roubados e ônibus/microônibus urbanos).

O contribuinte que deixar de recolher o imposto fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso e a juros de mora com base na taxa Selic. Passados 60 dias, o percentual da multa fixa-se em 20% do valor do imposto Além disso, ele ficará impedido de efetivar seu licenciamento e sujeito à apreensão do veículo.

Para obter mais informações a respeito de valores, datas de pagamento e rede bancária autorizada, a Secretaria dispõe de serviço de informação ao cidadão por meio do telefone 0800-170110 e na Internet www3.fazenda.sp.gov.br.

Nota Fiscal Paulista
A utilização de créditos da Nota Fiscal Paulista deixará o tributo mais barato também para 385.526 consumidores paulistas que, em outubro, destinaram R$ 62.720.182,32 para abater do IPVA. Este valor supera em 475% os R$ 10,8 milhões do ano passado. Este abatimento constará do Aviso de Vencimento do IPVA 2010 que será enviado pela Secretaria da Fazenda no final do ano aos proprietários de veículos do Estado.


Para ver a tabela de IPVA 2010 clique aqui: http://www.fazenda.sp.gov.br/publicacao/noticia.aspx?id=834



Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Fazenda