quinta-feira, 22 de abril de 2010

Buracos atrapalham e irritam motoristas em Capivari

Mesmo quem não dirige já percebeu: está cada dia mais difícil trafegar pelas ruas de Capivari. Provenientes de obras mal finalizadas ou do desgaste causado pelo tempo, os buracos estão por toda parte. Risco para os pedestres e os veículos que trafegam pelas vias. Da boca dos moradores, o discurso que se houve soa com tom de reclamação e cobrança. “Você não sabe se está andando em uma rua que tem buracos ou em buracos que têm um pedaço de rua. Você desvia de um e cai em outro. Parece até que estamos fazendo rally”, ironizou o motorista Caio Martins, 32.

Brincadeiras à parte, Martins se mostra descontente com o estado das ruas: “Pode perguntar pra qualquer pessoa que dirige, todos vão reclamar dos buracos. A situação precisa melhorar muito. Quem vai pagar o conserto do meu carro a hora que eu passar em um buraco e quebrar alguma coisa? Acho que quem precisa tapar os buracos não vai pagar, né?”, questionou.

Segundo o motorista Elisando Casares, 35, o serviço de tapa buracos feito pela Prefeitura, é apenas uma solução temporária para os problemas. “Tapam os buracos, mas não dura nada. Eles vão lá, trabalham algum tempo e depois de um mês precisam voltar de novo, porque os buracos já apareceram novamente. Ao invés de fazer esses remendos, eles deveriam recapear as ruas”, declarou.

“Lombadas ao avesso”


Motorista há 17 anos, Nilce Oliveira, 42, encara os buracos com bom humor. “A cidade está cheia, muito cheia, de lombadas ao avesso. Já cansei de ficar irritada com os buracos. Já estava me fazendo mal. Agora, nem me preocupo e até brinco para não ficar estressada, já que não arrumam mesmo”, disse.

Durante visita a alguns bairros, a equipe de reportagem do jornal A Gazeta encontrou senão os maiores buracos, os que mais são
motivos de reclamação dos moradores e apresenta alguns deles:

Os motoristas que sobem a rua Bento Dias e entram na Fernando de Barros, no Centro, são obrigados, no momento em que fazem a curva, a reduzir a velocidade devido a um buraco.


Problema antigo na rua Vinícius de Moraes, na Morada do Sol, os buracos se espalharam por toda parte e tomaram conta da rua. Na imagem, garoto quase cai ao tentar atravessar a rua.


Na rua Bento Dias, no Centro, em frete ao Banco Itaú, um buraco corta a rua, de uma guia a outra. Segundo relataram comerciantes e moradores, há pouco mais de uma semana, homens do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae), abriram um buraco na rua para executar um serviço no esgoto. Porém, após a conclusão do trabalho, o buraco foi fechado apenas com terra.



Motoristas enfrentam problema parecido na rua João Vaz, no Centro. De acordo com moradores, a situação é a mesma que ocorreu na rua Bento Dias. O Saae abriu um buraco para realizar um serviço, contudo ele só foi fechado com terra.



Em uma das principais avenidas da cidade, a Pio XII, os motoristas também enfrentam problemas. Na foto, três grandes buracos espalhados pela avenida. Segundo a Secretaria de Obras, um trabalho de recuperação de bocas de lobo e da rede de águas pluviais está sendo realizado na avenida e após o término será feita a recuperação do asfalto.



Na rua Ismael Bueno de Oliveira, paralela à avenida Piratininga, na medida em que os buracos se alastram, espalham perigo e sujeira pela rua.




Coincidência ou não, na quinta-feira, após A Gazeta questionar a Secretaria de Obras sobre os buracos em frente ao Itaú e na rua João Vaz (exibidos nas fotos acima), eles foram tapados.

O prefeito Luis Donisete Campaci (PMDB), disse, na quarta-feira (14), em sua coluna oficial “Transparência Notícias”, que ruas e avenidas da cidade serão recuperadas em breve. “Temos novidades na área de recuperação de ruas e avenidas. Já concluímos o processo licitatório para a contratação da empresa que, nas próximas semanas, iniciará o trabalho de recapeamento de 35 ruas, construção de guias, sarjetas e pavimentação de mais cinco ruas, além da operação tapa-buracos”, disse.

Perguntas sobre as cobranças dos motoristas, a qualidade e a recuperação do asfalto foram enviadas à Secretaria de Comunicação da Prefeitura para que fossem encaminhadas à Secretária de Obras, Joceli Cardoso. Porém, até o fechamento da 38ª edição, às 16h de sexta-feira (15), não obtivemos resposta.

Aniversário de Brasília

O leitor e colunista do Jornal A Gazeta, Bile Zampaulo, encaminha um artigo de um colega ´dele lá de Brasília, também, para que nada seja esquecido no aniversário de Brasília.


Do protesto à tortura
Diogo Ramalho


Sábado, dia 17 de Abril de 2010, foi mais um dia que entrou para a História
do Distrito Federal, dentro do contexto da maior crise
Institucional-Política já enfrentada pela Capital desde sua Fundação, 50
anos atras. Os protestos se iniciaram na sexta-feira a noite, através de uma
vigília convocada pelo Movimento Fora Arruda e Toda Máfia em frente à Câmara
Legislativa do Distrito Federal. Na vigília houve músicas, brincadeiras como
Mímica e reflexões.

O sábado começou agitado, das cerca de 30 pessoas que dormiram na vigília,
às 14h da tarde o número saltou para quase 300 pessoas , uma hora antes de
iniciar a seção da Câmara que elegeu o escolhido de Arruda pra Governar
Interinamente o Distrito Federal até 31 de Dezembro. Estudantes,
trabalhadores, cidadãos vieram de toda parte do DF protestar contra uma
eleição totalmente ilegitima, que dos 24 votantes do seu colégio eleitoral,
10 parlamentares e suplentes foram flagrados na Operação Caixa de Pandora: a
Eurides da Bolsa, o Geraldo Naves que saiu da Penitenciaria 4 dias antes da
votação, entre outros.

Às 15h, quando iniciava-se a seção dentro da Câmara, na rua que dá acesso à
CLDF manifestantes atearam fogo em pneus interditando por 10 minutos a via.
Às 16h dezenas de manifestantes tentaram entrar na galeria para garantirem o
ideal democrático de que na casa do povo, o povo, não pode ser impedido de
entrar, ainda mais quando em nome dele, corruptos decidem. A resposta
imediata da polícia militar, sobre o comando do Coronel Silva Filho (aquele
que em 09 de Dezembro, a mando de Arruda, massacrou com cavalaria e muita
violência 5mil cidadãos que protestavam em frente ao Palácio Buriti) foi de
repressão violenta, cacetadas para todo lado, gás de pimenta, socos e
pontapés. 20 pessoas ficaram feridas, 8 tiveram que ser atendidas em
hospitais, 2 policias se feriram, 6 pessoas foram presas. Eu fui o segundo a
ser preso.

Quando prenderam o primeiro companheiro, eu era um dos que gritavam para
soltá-lo, e gritei bem forte várias vezes “Vocês têm que prender os filhos
da puta que estão aí dentro votando em nosso nome”. No meio do caos, muita
confusão, um tenente já conhecido meu de outros protestos, olhou no meu olho
enfurecido e disse que prenderia a mim. Eu disse “Prende então, não estou
fazendo nada”. Fui preso por desacato a autoridade.

A PM estava enfurecida, mas fui conduzido primeiro para a 2º DP, onde já
encontrei rapidamente com o advogado do Movimento Fora Arruda e Toda Máfia,
que me orientou a ficar em silêncio até a chegada dele na DRPI, para onde eu
estava sendo transferido, pois era um direito constitucional meu. Fiquei 30
minutos na viatura, sem sofrer qualquer violência dos Policiais Militares

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CONFIRA O EDITORIAL DE A GAZETA DESTA SEMANA

Dr. Buraco não terminou o doutorado?

Não é de hoje que os buracos incomodam a população de Capivari. Quanto mais o tempo passa, mais eles se avolumam. É visível que eles proliferam pelas ruas e avenidas da cidade e podem ser encontrados das ruas dos bairros às principais vias. A principal entrada da cidade confirma essa afirmação vergonhosa.

Não há outra palavra se não a “vergonha” para denominar esse caos. Principalmente quando se trata de discutir a falta de atitude de um Governo Municipal que durante a campanha eleitoral prometeu nos altos falantes e para todo mundo ouvir, que criaria o “Dr. Buraco”. Diziam que seria apenas ligar, reclamar e em 24 ou 48 horas o buraco estaria tapado. Já se passaram um ano e três meses desde que a atual Administração tomou posse e, ao que parece, o “Dr. Buraco” ainda não terminou seu doutorado. Talvez seja essa a explicação para o fato de ele ainda não ter começado a operar: está estudando. Infelizmente essa é apenas uma das promessas que não saíram do papel até agora.

Enquanto isso, os buracos continuam crescendo, em quantidade e em profundidade e a cidade tem aspecto de abandono. Cada vez mais. Os motoristas, principais afetados com o problema, conseguem ter a clareza da grave situação e afirmam que os tapa-buracos realizados pela Prefeitura são meros paliativos. Já que é assim – e todos podem enxergar que essa afirmação é verdadeira – é possível acrescentar que esses serviços, também, desperdiçam dinheiro público. E asfalto não é barato.
Tristemente essa situação dá a entender que o Governo Municipal prefere administrar sob a teoria do caos: primeiro deixa-se que a situação fique péssima, para que quando melhorar um pouco pareça fantástica.

O maior e mais grave problema dessa forma de pensar é que com isso a cidade não evolui, porque sempre a deixam abandonada para voltar a patamares semelhantes do que antes imperava. Não fosse assim, o município poderia ter a cada ano ruas e avenidas melhores, uma limpeza melhor, uma conservação de locais públicos melhores e assim por diante. Mas atitudes voltadas para o desenvolvimento incentivam a capacidade crítica da população, que passará a exigir – e com razão- cada vez mais. Fazer uma Capivari cada vez melhor parece não ser esse o intuito da atual Administração.

Por enquanto, a resposta para os problemas dos buracos são apenas palavras. E como todos os moradores do município se mostram cansados de ouvir ladainhas bonitas e impraticáveis, continuará a aguardar o que definitivamente resolve o problema e o que tem faltado até então: atitude.

sábado, 3 de abril de 2010

Estudantes do Sistema Municipal de Ensino recebem ovos de páscoa

Em comemoração a páscoa, 1.200 estudantes do Sistema Municipal de Ensino, receberam por meio da Diretoria de Educação e do prefeito Márcio Minamioka, na última segunda-feira e terça-feira, dias 29 e 30/03, um ovo de chocolate ao leite de 70 gramas e a visita do coelho da Páscoa.
Os alunos do período matutino e vespertino das Escolas Prof. Luís Grellet, Prof. Aurélio Sotto, Profª Josefina Chiarini Borghesi, e das creches EMEI Benedita Almeida Vendramim, Adriana Quagliato e do CRER, levaram os ovos para casa, após a visita do personagem da páscoa, o Coelhinho, e a conclusão das aulas.
Durante o dia da entrega os alunos do Pré foram maquiados pelas professoras e desenvolveram atividades sobre a páscoa, além de se reunirem nos pátios das Escolas, para ouvirem contadoras de histórias, que ressaltaram a data, com a participação ativa das crianças.
De acordo com as diretoras da Educação, Cristiane Rodrigues Pellegrini Rossi e Ivone Roselys Pellegrini Orladin e a supervisora Educacional, Renata Assalin Lourenson, as crianças adoraram os ovinhos.

Manancial João Laú! Mais de cem anos de história!

Mais de cem anos de história, é o que apresentamos nestas edições. O manancial João Laú passou por fases de glória, esquecimento, abandono e mais recentemente um belo trabalho de revitalização.
A captação de água deste manancial é o ponto mais importante para a administração pública em geral, só que não podemos esquecer da importância histórica deste local, pois foi a partir desta água que proporcionou o crescimento e desenvolvimento da população de Capivari.
No ano de 2003, ainda como vereador e acompanhando todos os trabalhos revitalização, resolvi também contribuir e fazer minha parte.
Conhecedor e admirador de toda história, decidi que deveria buscar parceiros para poder iniciar um trabalho de recuperação e reflorestamento das nascentes que contribuem com fornecimento de água neste manancial.
Recuperando e preservando as nascente que formam esquecidas e degradas durante todos estes anos é possível aumentar o volume de água no manancial João Laú, e talvez num futuro próximo utilizar uma maior quantidade de água como fonte de abastecimento a população.
Tanto que é possível que ilustro a seguir fotos com o aumento de água e, infelizmente mais uma vez o manancial João Láu sendo esquecido e abandonado.
Nos próximas edições apresentarei todo o trabalho de recuperação e reflorestamento das nascentes.

SP quer vacinar 7,3 milhões de pessoas entre 20 e 29 anos contra a nova gripe

Terceira etapa da campanha começa na próxima segunda-feira, dia 5 de abril



A Secretaria de Estado da Saúde inicia na próxima segunda-feira, 5 de abril, a terceira etapa da campanha de vacinação contra a gripe A H1N1. Nesta fase deverão tomar uma dose da vacina os adultos saudáveis entre 20 e 29 anos. São 7,3 milhões de paulistas nesta faixa etária em todo o Estado. Só na capital são quase 2 milhões de pessoas (veja a divisão regional abaixo).

Ao todo são 3,8 mil postos de saúde no Estado funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Excepcionalmente, no sábado, dia 10, os postos ficarão abertos no mesmo horário para que a população conte com mais uma data para a imunização. A terceira etapa, para pessoas de 20 a 29 anos, vai até o próximo dia 23 de abril.

Desde o dia 8 de março a Secretaria vem vacinando profissionais de saúde e a população indígena e, desde o último dia 22, gestantes, crianças de seis meses a 1 ano e 11 meses e os portadores de doenças crônicas. As crianças deverão ser levadas novamente aos postos 30 dias após serem vacinadas, para receberem uma segunda dose.

“É importante que as pessoas procurem os postos de saúde e se protejam do vírus da gripe A com a vacina. Quanto mais pessoas imunizadas no Estado, menos circulação do vírus A(H1N1) e menor o número de casos graves no próximo inverno”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

A campanha segue orientações da Organização Mundial da Saúde. A vacina é segura e eficaz. A única contra-indicação é para quem tem alergia a ovo de galinha.

De 24 de abril a 7 de maio, quarta etapa da vacinação, receberão a vacina contra a gripe A H1N1 os idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal). Na última etapa, de 10 a 21 de maio, a população-alvo será os adultos com idades entre 30 e 39 anos.



População a ser vacinada na 3ª fase da campanha contra a gripe A H1N1 em SP


Região
Número de pessoas

Capital
1.973.354

Grande ABC
475.000

Alto Tietê e Guarulhos
520.254

Franco da Rocha
99.663

Osasco
533.760

Araçatuba
117.996

Araraquara
159.878

Assis
77.112

Barretos
72.624

Bauru
189.832

Botucatu
97.600

Campinas
707.217

Franca
114.216

Marília
102.494

Piracicaba
250.582

Presidente Prudente
119.310

Vale do Ribeira
48.262

Ribeirão Preto
228.688

Baixada Santista
286.536

São João da Boa Vista
136.076

Vale do Paraíba e Litoral Norte
403.957

São José do Rio Preto
244.608

Sorocaba
397.516

A pessoa não tem coração, diz morador de rua pichado no RS

Vanderlei Pires percebeu o que tinha acontecido só depois que acordou. "Quando eu me dei conta estava daquele jeito. Eu não me reconheci”, conta o morador de rua.


O ataque aconteceu durante a madrugada na frente do prédio onde ele dorme há dez anos. O corpo e a roupa de Vanderlei ficaram todos pintados.


O morador de rua registrou ocorrência no posto do 9º Batalhão da Polícia Militar gaúcha. O caso agora será investigado pela Polícia Civil. Um dos suspeitos já teria sido identificado.



saiba mais
Morador de rua acorda com o corpo pichado no RS
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A dona de casa Ana Cecília dos Santos testemunhou parte do ataque. Ela conta que um carro estacionou próximo a Vanderlei, que dormia. Ela anotou a placa do veículo e passou a informação para os investigadores.


“É uma pessoa que não tem onde morar, onde dormir, e acontece uma coisa desta. É lamentável”, diz a testemunha.


Ao saber da história, o advogado Jeferson Cardoso decidiu ajudar. Ele vai entrar na Justiça para que os autores dos ataques paguem indenização à vítima.


"Isso foi para atingir a sociedade como um todo. Dessa forma, com rigor é que ele deve ser punido", declara o advogado.


"Nem imagino quem foi, mas eu tenho certeza que foi uma pessoa que não tem coração", comenta Vanderlei.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Prefeito de Elias Fausto, Cyro da Silva Maia (PT), participa de recepção ao Ministro do Turismo na cidade de Americana

O Prefeito Cyro Maia foi um dos Prefeitos da região que juntamente com o Deputado Jose Mentor recepcionaram o Ministro do Turismo Luiz Barreto que estava em visita aos municipios da Região de Campinas.
No evento, o Ministro atendeu os Prefeitos e suas reivindicações e destacou a importância da nossa região para o turismo tanto na área de lazer como o religioso, e também ressaltou que os administradores municipais apresentem projetos para o lazer em suas cidades, colocando seu Ministério a disposição para apreciação das idéias e implementações.

Apesar de nova goleada, Dorival critica atuação do Santos

Gazeta Esportiva


A goleada de 5 a 0 sobre o Monte Azul, na noite deste domingo, na Vila Belmiro, pode ter deixado os torcedores do clube satisfeitos, mas não o técnico Dorival Júnior. Para o treinador, o Peixe não repetiu diante do AMA, as boas atuações que vinha tendo em suas últimas partidas, deixando a desejar em alguns aspectos, durante o jogo.

"Foi um bom resultado, porém, acho que nós tínhamos que levar em conta alguns aspectos. Nós enfrentamos as dificuldades naturais que um adversário com a necessidade de um resultado positivo sempre coloca. Nós fizemos uma boa apresentação, mas não dentro daquilo que vínhamos realizando. Não conseguimos colocar aquilo que era necessário. Eles tiveram muita posse de bola no primeiro tempo, coisa que não costuma acontecer. A partida não foi como deveria, mas, mesmo assim, as coisas aconteceram bem para nós", analisou.

Apesar das críticas ao seu time, Dorival ressaltou as dificuldades impostas pelo Monte Azul, elogiando a postura do Azulão, que ocupa o 19° lugar na tabela de classificação do Campeonato Paulista e tenta, nas duas últimas rodadas do torneio, escapar do rebaixamento.

"Vi uma equipe bem postada. O Monte Azul teve equilíbrio suficiente durante o jogo, tomou dois gols, entretanto, continuou jogando. Eles chutaram algumas bolas perigosas, coisa que poucos adversários fizeram contra a gente. Eles tiveram pouca penetração na nossa defesa, mas foi uma das equipes que teve mais posse de bola. Por isso eu disse que não foi uma grande partida nossa. O goleiro deles foi infeliz no gol do Marquinhos e eles cometeram erros naturais, que o Santos soube tirar proveito", ponderou.

"A verdade é que o Santos não fez uma grande atuação. E, mesmo em um dia em que fizemos cinco gols, as coisas não aconteceram como vinha sendo, naturalmente. Acho que não foi uma de nossas melhores exibições", concluiu Dorival Júnior.

Jornalista Armando Nogueira morre no Rio aos 83 anos

da Folha Online

O jornalista Armando Nogueira, criador do "Jornal Nacional", morreu hoje no Rio aos 83 anos. Segundo informações da Globo News, ele morreu em casa, na Lagoa, vítima de um câncer no cérebro, diagnosticado em 2007.

Alckmin dispara em SP; pelo PT, Suplicy supera Mercadante, aponta Datafolha

da Folha Online

No primeiro levantamento do Datafolha em 2010 para avaliar as intenções de voto ao governo de São Paulo, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin aparece disparado à frente dos seus potenciais adversários, informa reportagem de Fernando Canzian, publicada nesta segunda-feira pela Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal).

No cenário mais favorável, Alckmin tem 53% das intenções de voto. A pesquisa alternou os nomes de Eduardo Suplicy e Aloizio Mercadante como candidatos do PT. Eles aparecem com 19% e 13%, respectivamente.

Celso Russomano (PP) tem 10%, Fabio Feldmann (PV), 3%, e Ivan Valente (PSOL), 1%. Paulo Skaf (PSB) tem 2% se for candidato. Ainda há incertezas sobre as candidaturas dos partidos no Estado.

Na pesquisa de avaliação do governo de José Serra, 55% dos eleitores do Estado aprovam a gestão, para 32% o desempenho é regular e para 11% ruim/péssimo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

VC NA GAZETA


A fórmula da juventude

Habitualmente, crianças e adultos, quando ouvem a palavra “idoso”, tendem logo a vislumbrar a imagem de uma pessoa com a saúde debilitada, com pouca disposição e já acomodada com a ordem natural da vida: nascer, crescer, envelhecer e morrer.

Mas a todos que tem esta visão pré-concebida dos idosos, o mocoquense Antonio Carlos Figueiredo, de 81 anos, que há mais de 50 anos vive Capivari, dá provas de que o acúmulo de anos de vida não é sinônimo de acomodação e indisposição para viver.

“Eu parto de uma premissa de que a velhice é a minha juventude”. E é com este pensamento, que Antonio busca, todos os dias, viver, da melhor maneira possível, está fase da vida.

“Eu tive uma juventude sadia. Não bebia, não fumava, dormia cedo. Me alimentava bem, tomava um litro de leite por dia”, revelou seu segredo para chegar aos 81 anos, ainda com fôlego de menino. “Hoje jogo voleibol da terceira idade. Faço musculação, todos os dias. Toda pessoa que pratica esportes tem uma saúde muito boa.”

Nada mais justo, depois de décadas de trabalho, do que se aposentar e aproveitar a vida. Porém, Figueiredo, que é professor aposentado, questiona a atitude daqueles que, ao invés de apenas se aposentar do trabalho, também se “aposentam da vida”. “No Brasil, você aposentou morreu. Você se torna um elemento que cai no ostracismo”, analisa.

Formado em pedagogia e educação física infantil, além de lecionar, Antonio dedicava seu tempo à outra atividade: árbitro de futebol de salão. “Apitei, durante muito tempo, futebol de salão”, lembra.

E por falar em futebol, Figueiredo revela-se um corintiano fanático. “Sou corintiano até debaixo d’água. Sou corintiano há 71 anos. Comecei a torcer, quando tinha 10 anos.” Mas, na hora de falar sobre o título da Libertadores da América, deixa todo o fanatismo de lado e analisa com frieza as chances do time: “É muito cedo para ter uma opinião formada, porque o técnico ainda não tem uma equipe pronta”.

Homem de papo fácil, “gosto muito de bater papo. Trocar ideias. Conversando você aprende muitas coisas. Procuro me comunicar com todo mundo, sem distinção de classe e religião”, ele diz não acreditar na felicidade: “Não existe felicidade. O que existe são momentos felizes”.

Adepto das novas tecnologias, ele conta: “Eu adoro a internet. Tenho mais de 20 amigos. Sempre trocamos mensagens”. Porém, demonstra um olhar crítico em relação às novas invenções do homem: “O advento da TV, das novelas e do computador são uma das principais causas do fim da família. Não existe mais dialogo entre pai, filho, irmão, irmãs. A família está acabando”, refletiu o experiente homem.

Vez ou outra, sempre se ouve falar de casos de preconceito e violência contra idosos. Na percepção de Figueiredo, pessoas que praticam estes atos não enxergam o futuro. “Hoje, apesar de termos um Estatuto do Idoso, o que não é respeitado pela maioria, existe preconceito de muitas pessoas. Mas eles se esquecem que não serão eternamente jovens.”

Com autoridade para falar sobre as voltas que a vida dá, deixa um recado para os mais jovens: “A saúde é o alicerce do ser humano. Mas, nos dias de hoje, estou assustado com a juventude. Bebem demais, fumam. Agora me pergunto, será que eles vão chegar à minha idade? Eu acho que não. O tempo passa e não volta mais. Saibam aproveitar a fase da vida que estão”.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Terreno segue sendo preparado para início das obras

Nesta semana, seis caminhões basculantes, uma motoniveladora, uma retroescavadeira, um trator e uma pá carregadeira trabalharam na preparação do terreno, no bairro Santa Teresa d’ Ávila, onde serão construídas as 323 casas populares.


Com um projeto inovador, de excelente qualidade e curto espaço de tempo para serem construídas, as casas terão, segundo o prefeito Luis Donisete Campaci (PMDB), energia solar, piso cerâmico na casa inteira, azulejos até o teto na cozinha e banheiro, esquadrias em alumínio, telhas de barro e pintura interna e externa em látex.

“Entregaremos por meio da CDHU, um novo bairro com asfalto, água, energia, casas de ótima qualidade, passeios externos, toda infraestrutura e paisagismo. Capivari poderá contar com algo que espera há anos... as tão sonhadas casas populares”, disse.

Após receber a visita do engenheiro e Superintendente de Obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), Antonio Alexandre Neves, em seu gabinete, na quarta-feira (17), Campaci divulgou, que em 45 dias a terraplenagem e parte da infraestrutura devem estar prontas.

“Se o tempo continuar colaborando, para a próxima semana estão previstas a concretagem e início do radie”, informou.

O engenheiro Neves disse que estará acompanhando de perto as obras na cidade e informou que assim que esta primeira fase estiver concluída, muitos operários serão destinados à Capivari.

“A previsão é de termos de 200 a 300 pessoas trabalhando para que não haja atraso. Pelo que pude perceber o ritmo está bom e posso afirmar que tende a ser intensificado nas próximas semanas”, afirmou o Engenheiro.


Veja as principais notícias da 30ª edição do jornal A Gazeta

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Caps sofre com falta de luz apesar de sobrar mais de R$ 235 mil





No início do mês, a unidade do Caps AD ficou sem luz, entretanto, havia verba para não permitir o atraso das contas

Durante todo o ano de 2009, o Ministério da Saúde enviou à Secretaria Municipal de Saúde de Capivari o montante de R$ 734.026,20 para ajudar a custear os serviços oferecidos pelo Caps II e Caps AD do município. Entretanto, as unidades de assistência às pessoas portadoras de transtornos mentais custou R$ 498.900,24 durante os 12 meses do ano passado, segundo informações da assessoria de comunicação da prefeitura, sendo que do montante sobrou R$ 235.125,96 está aplicado na conta da pasta responsável, segundo o secretário de Saúde, Ermerson Oliveira.

CAPS II



CAPS-AD
Apesar do alto montante, no início de janeiro, o jornal A Gazeta veiculou que a unidade do Caps AD, localizada no centro da cidade, ficou sem luz em decorrência do não pagamento das contas dos meses de novembro e dezembro de 2009 que somavam R$ 360,80. A energia foi retomada cerca de 24 horas após a apuração da matéria, sendo que a justificativa da prefeitura foi de que as contas ainda não estavam no nome do Poder Executivo, e por isso não puderam ser encaminhadas ao Departamento de Compras, a fim de que os pagamentos fossem efetuados na data correta. De acordo com a assessoria do Poder Executivo, “é importante afirmar que no breve período de interrupção no fornecimento de energia não houve paralisação ou prejuízo aos serviços prestados. O atendimento ao público funcionou normalmente, bem como as oficinas terapêuticas programadas”.
É importante ponderar que de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, os valores devem ser aplicados no custeio das despesas estruturais do imóvel, como aluguel, água, luz e telefone, como também na compra de materiais que beneficiem as atividades desenvolvidas nas unidades, como materiais de oficinas e atividades de grupo, por exemplo.
A assessoria do governo federal também pondera que é entendido que a remuneração dos profissionais que atuam nos Caps é de responsabilidade dos municípios. “No entanto, é importante ressaltar a autonomia do gestor municipal em relação às decisões de utilização dos recursos repassados pelo Ministério da Saúde. O Conselho Municipal da Saúde é o órgão local de fiscalização da aplicação dos recursos financeiros”.
Segundo o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Capivari, Antonio Valter Rocha, a maior parte da verba que mantém os profissionais das unidades é advinda do governo federal. Caso o município tivesse arcado com os pagamentos dos profissionais das unidades, como é instruído pelo Ministério, haveria uma economia ainda maior que chegaria a soma de R$ 588.250,20. É importante ponderar que o orçamento da pasta de saúde em 2009 foi de R$ 19.655.000,00, sendo que desse montante poço foi investido pelo governo municipal nas unidades do Caps, uma vez que o custeio dos serviços contabilizados nas tabelas acima são de responsabilidade do Ministério da Saúde, salvo o pagamento dos profissionais, o custo mais alto da planilha, que também acaba sendo mantida pelo governo federal.
A estimativa é que o município receba o mesmo valor, enviado pelo governo federal, no ano de 2010.

A lei

Até o dia 7 de dezembro de 2009, a lei que regia os investimentos das unidades do Caps em Capivari era a 3076/05 que possibilitava que o dinheiro encaminhado pelo Ministério da Saúde fosse aplicado apenas nos Caps. A partir deste dia, um novo projeto (nº118/2009) foi aprovado na Câmara capivariana, possibilitando que o repasse de R$ 734.026,20 também seja investido nas atividades de saúde no bloco de atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, tais como: coleta de material para exames citopatológicos, coleta de sangue para triagem neonatal, entre outros serviços.

Segundo o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Valter Rocha, o objetivo é permitir que esse repasse também seja investido na Saúde Mental do município. “Uma lei municipal, do governo anterior, não permitia que a verba do Caps fosse utilizada na Saúde Mental. Como nem todo o repasse estava sendo investido no Caps, foi feita a lei, para a utilização da verba na Saúde Mental”.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, um parecer jurídico do Poder Executivo instrua que o montante que sobrou não seja investido em outras atividades que não sejam do Caps, uma vez que a lei foi votada no final de 2009. Entretanto, a destinação orçamentéria de 2010 poderá ser aplicada de forma diferente, já que a nova lei nº 118/09 já está em vigor. “a sobra será investida estritamente em coisas que a lei antiga permitia, por isso como as possibilidades são mais restritas, ficou para ser investido no decorrer de um determinado prazo. Já o valor deste ano o CAPS terá mais opções de investimentos, após a aprovação dessa nova lei”, ponderou a assessoria.

Prefeitura e Estado firmam acordo que beneficiará cerca de 950 alunos da rede municipal de ensino


Um convênio entre a prefeitura de Elias Fausto e o governo do Estado que beneficiará três escolas da rede municipal de ensino com a implantação do Programa Ler e Escrever, foi assinado pelo prefeito Cyro da Silva Maia (PT), na última quarta-feira (27), na Diretoria Regional de Ensino, em Capivari. Acompanhado do Secretario de Educação, Mario César Franco, o prefeito foi recebido pela supervisora de ensino Aparecida K. Piolla, pela dirigente de Ensino Maria do Carmo Lurial e pela Professora Coordenadora da Oficina Pedagógica, Maria Helena Patete.

O Programa Ler e Escrever é uma das 10 metas do plano para a Educação lançado pelo governo paulista em agosto de 2007 e tem como objetivo alfabetizar e também, nos casos necessários, promover a recuperação da aprendizagem de leitura e escrita dos alunos do ensino fundamental (1ª a 4ª série).

O convênio, que é válido por 24 meses e pode ser prorrogado até 60, beneficiará, segundo Franco, cerca de 950 alunos, distribuídos em 32 salas de aula.

Para por em prática o Programa, o governo municipal terá que comprar o material didático (livros, revistas, objetos) e fica sob responsabilidade do Estado, a capacitação dos professores.

Ciente da importância do Programa para o processo de aprendizagem dos jovens eliasfaustenses, Cyro disse: “Além da capacitação que os professores terão, é uma maneira de melhorar, e muito, a formação e preparação dos alunos”.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VC NA GAZETA

A casa de quatro rodas


Embora muitas pessoas passem boa parte de seu tempo dentro de carros e façam deste ambiente uma espécie de “segunda casa”, onde se alimentam, falam ao telefone, ouvem música, assistem TV e realizam mais uma infinidade de atividades, carros são, na maioria das vezes, um acessório, meramente, de locomoção. Que servem para nos levar de um lugar a outro, em um curto espaço de tempo, sem exigir grande esforço físico. Ou seja, servem para facilitar a vida.

Mas, diferente destas utilidades comuns de um carro, um já desgastado Corcel azul, no ápice de seus mais de 30 anos de idade, perdeu sua função primária, trafegar, para servir, literalmente, de casa.

Para Sandro José da Silva, 43 anos, que mora sozinho e perdeu tudo para as enchentes, foi o que restou. “Meu barraco era pequenininho, de madeira. Foi encoberto pela água”.

Após a terceira e última enchente do mês de dezembro do ano passado, sua casa, que fica na Vila Balan, foi condenada pela Defesa Civil. A frase, segundo ele, foi dura: “Você não pode mais voltar pra casa”, conta.

Tendo como única opção de “teto” o abrigo da prefeitura na escola Rosa Lembo, preferiu a rua. “Não fui dormir na escola. Tem muita bagunça lá dentro. Deus me livre.”

Segundo Sandro, ele dormiu algumas noites em frente à varanda de uma casa e ficou separado, apenas, por alguns metros, daquele que já foi um dia, seu maior bem, o “seu barraco”.

“Eu estava dormindo na rua. Aí, veio um amigo [vizinho] e me disse para ficar dormindo no carro dele [o Corcel]. Então, desde a última enchente de dezembro, estou dormindo dentro do carro. Eu não ligo, não”, disse.

Na terça-feira (19), após nova enchente, enquanto olhava para o cenário de destruição causado pela água, Sandro encontrou na memória, bons momentos que viveu naquele lugar tomado pela água. “Antigamente eu dava aula de capoeira para a criançada aqui do bairro. Dava faixa e tudo. Agora... não sobrou nada".

Sem saber para onde vai e o que será de seu futuro, uma triste lembrança toma conta de seus pensamentos. “Falaram [Defesa Civil] que a casa estava em risco. Eu gritei para o homem do trator, “Deus está vendo o que vocês estão fazendo”. A máquina só encostou e a casa foi para baixo. Foi a última vez que eu vi meu barraco em pé.”